Como fazer abaixo-assinado online, em resumo: você escreve o pedido, cria a causa, divulga o link e entrega com protocolo a quem decide.
Como fazer abaixo-assinado online, passo a passo
- Escreva o pedido em uma frase, com verbo. «Instalar uma faixa de pedestres na Rua Bento Gonçalves, altura do 120.» Se não cabe numa frase, são dois pedidos, e você perde os dois.
- Descubra quem decide. Quem tem competência sobre aquilo, não quem você conhece. Entregue a quem não decide, o pedido fica parado.
- Escolha onde criar. Um lugar onde cada assinatura saia com um certificado que quem recebe possa conferir por conta própria. O que pedir à plataforma está logo abaixo.
- Conte o que pede, a quem e por quê. O título é o próprio pedido. O texto diz o que está acontecendo, desde quando e a quem afeta, com fatos e datas.
- Escolha quanto se verifica. Assinatura básica, com o e-mail confirmado, para mostrar apoio. Identidade verificada, conferida por documento, quando quem recebe vai querer saber quem assinou, e não só quantos.
- Publique e divulgue o link no privado primeiro. Mensagem a mensagem, para quem você conhece, antes de qualquer grupo grande.
- Entregue por escrito, com protocolo, e cobre resposta. O link não chega sozinho a quem decide. Protocolar é entregar e receber um comprovante de que entregaram.
Uma petição online se cria do mesmo jeito, com os mesmos sete passos.
Como criar o link do abaixo-assinado
O link é o endereço da causa publicada. Você cria a causa, publica, e copia o endereço para mandar. Antes de publicar não há o que compartilhar.
Quem recebe o link pode assinar de qualquer país.
O WhatsApp entra aqui, e só aqui. Ele serve para espalhar o link, nunca para recolher as assinaturas. Um print de pessoas dizendo «concordo» não tem nome completo, não tem data confiável e não tem como mostrar que ninguém editou.
Onde criar: o que a plataforma precisa te dar
Onde quer que você entregue, aparece a mesma pergunta: como eu sei que essas assinaturas são reais e que ninguém mexeu nelas depois?
No papel dá para acrescentar uma linha. Numa planilha dá para editar qualquer coisa. Por isso, antes de criar, vale fazer duas perguntas a qualquer plataforma:
- Quem recebe consegue conferir cada assinatura sem ter que confiar em quem a guarda?
- O que você recebe no fim para entregar?
No Causfy, quem assina confirma o e-mail e recebe um certificado próprio. A impressão digital desse certificado fica ancorada numa blockchain pública, num registro datado que não pode ser reescrito. Você, que criou a causa, recebe o registro de quem assinou para apresentar. E quem recebe pode conferir, uma a uma, que cada certificado é o que foi emitido e que ninguém mexeu nele, sem abrir conta e sem pedir permissão para a gente.
O limite também vale dizer. O certificado não equivale a uma assinatura de próprio punho, e a gente não vai dizer que equivale. Ele prova a origem e a integridade de cada certificado, nunca o conteúdo do pedido. Se o pedido é razoável, isso é com você.
Os dados de quem assina também entram na escolha, porque a lista acaba com nome e e-mail de muita gente. Quem visita a causa vê quantas pessoas assinaram, não nomes nem e-mails, e a lista não é publicada, vendida nem cedida a ninguém. Da sua parte: use a lista só para este pedido e não poste print dela em grupo.
Abaixo-assinado online grátis: o que é grátis e o que não é
No Causfy, criar a causa, publicar, manter aberta e juntar assinaturas não custa nada, em nenhum nível de assinatura. Não há limite de assinaturas nem comissão. É assim que você consegue criar um abaixo-assinado online grátis e entregar cada assinatura com o seu certificado.
A identidade verificada, o nível que confere a identidade de quem assina com documento, também não tem preço: o Causfy não cobra por assinatura. Ela se ativa por causa e só se você pedir. De que vive a plataforma está em preços.
A assinatura básica serve para mostrar apoio: duzentos vizinhos pedindo uma faixa de pedestres, com nome e um jeito de falar com eles. A identidade verificada é para quando o destino é um órgão que examina o que recebe, uma agência, uma fiscalização, e vai querer saber quem assinou.
Há um terceiro nível, a identidade certificada, em preparação e sem data.
Abaixo-assinado online tem validade?
São duas perguntas diferentes, e convém separá-las.
A primeira é o que o abaixo-assinado consegue. Nenhum, online ou em papel, obriga alguém a decidir de determinada forma. O que ele faz é pôr um pedido coletivo por escrito, com data, diante de quem tem competência para decidir.
A segunda é se a assinatura feita online serve. Depende de para que você vai usar. Para pedir algo à prefeitura, à escola ou ao síndico, o que pesa é quem assinou e se cada assinatura pode ser conferida. Para um procedimento oficial com requisitos próprios, como um projeto de lei de iniciativa popular, vale o que aquela norma exigir, e é bom ler antes de recolher a primeira assinatura.
O que um abaixo-assinado consegue na prática, e por que os locais costumam funcionar melhor que os nacionais, está em para que serve um abaixo-assinado.
Quando o papel ainda ganha
Quando quem precisa assinar não vive no celular. No prédio, na porta da escola, na feira, uma prancheta recolhe assinaturas que um link não alcança, e muitas vezes de quem mora ali, que é quem pesa quando o pedido é sobre aquele lugar.
No resto o papel perde: uma via só, que molha e some, e cada nome conferido à mão.
Fazer os dois costuma funcionar: papel onde as pessoas já estão juntas, link para quem não está, e as duas listas entregues juntas. A comparação inteira está no guia de como fazer um abaixo-assinado.
Depois das assinaturas: entregar e avisar
O link não entrega nada. Quem decide só recebe o abaixo-assinado quando alguém o leva por escrito.
Protocole. Entregue no protocolo do órgão, na secretaria da escola ou na administração do condomínio, e peça o comprovante com número e data. Sem ele, não há como mostrar depois que a entrega aconteceu.
Cobre resposta citando o número do protocolo, de novo por escrito.
Conte que foi entregue. Uma mensagem curta, pelo mesmo caminho por onde o link circulou, dizendo em que data e para quem.
Publique a resposta, mesmo negativa. A negativa mostra que o pedido foi levado até o fim.
Guarde o comprovante de entrega e a resposta. Se o assunto voltar, você já sabe quando foi pedido, a quem, e o que responderam.
Perguntas frequentes
Como fazer um abaixo-assinado online?
Escreva o pedido em uma frase, descubra quem tem competência para decidir, crie a causa num lugar onde cada assinatura saia com um certificado que quem recebe possa conferir, divulgue o link no privado primeiro e entregue com protocolo. O online serve para reunir; a entrega continua sendo por escrito.
Como criar um link de abaixo-assinado?
O link é o endereço da causa publicada: você cria a causa, publica e copia o endereço. Ele serve para espalhar por mensagem e redes sociais. As assinaturas se recolhem na própria causa, nunca nos comentários de um grupo.
Abaixo-assinado online é grátis?
No Causfy, criar a causa, publicar, manter aberta e juntar assinaturas não custa nada, em nenhum nível de assinatura, e não há limite de assinaturas. O Causfy não cobra por assinatura: o nível de identidade verificada, que confere a identidade com documento, também não tem preço.
Abaixo-assinado online tem validade?
Nenhum abaixo-assinado, online ou em papel, obriga alguém a decidir de determinada forma. O que ele faz é registrar um pedido coletivo, com data, diante de quem decide. Se for um procedimento oficial com requisitos próprios, vale o que aquela norma exigir, e convém ler antes de começar.
Como fazer um abaixo-assinado via WhatsApp?
Pelo WhatsApp você espalha o link; as assinaturas se recolhem na causa. Um print de pessoas dizendo «concordo» não tem nome completo, não tem data confiável e não tem como mostrar que não foi editado.
Temas
- Abaixo-assinado online
- Grátis
- Assinaturas
- Entrega